terça-feira, 23 de outubro de 2012

Paróquia de Candeias inicia Semana Missionária

       Uma Igreja em estado permanente de missão. Esta é a prioridade da Arquidiocese de Olinda e Recife. Meta definida por padres, religiosos e leigos na Assembleia Arquidiocesana de Pastoral realizada em fevereiro de 2010. 
       Neste mês dedicado às missões, a Paróquia Nossa Senhora das Candeias, na cidade de Jaboatão dos Guararapes põe em prática esta proposta realizando mais uma Semana Missionária. As Santas Missões populares tiveram início no último sábado, 20, e seguem até o dia 28 de outubro (domingo).
       A abertura da semana foi marcada com uma Missa de Envio na Matriz de Nossa Senhora das Candeias, presidida pelo pároco, Mons. Paulo Sérgio Vieira Leite.
       Para cada dia da semana foi programado um tema para reflexão. Na segunda-feira, 22, o tema escolhido foi: o ‘Dia da ternura e da compaixão’. 
       Entre os eventos do período missionário, estão previstas visitas às casas, oração, partilha dos acontecimentos do dia e Celebração Eucarística na Matriz e em uma de suas comunidades.
       No domingo 21 a missão foi participar da 6ª Caminhada Sim à Vida, na Orla de Boa Viagem e à noite houve celebração eucarística na matriz.
       O encerramento da Semana Missionário será no dia 28, às 19h, com a Santa Missa. Segue a programação completa a partir desta terça-feira:

Terça-Feira (23/10) – Dia das bem aventuranças e maldições de Jesus
Jesus apontou um novo estilo de vida: simples, transparente, corajosa, misericordiosa. Jesus não ficou em cima do muro, tomou partido condenando os que viviam uma vida errada e desonesta, ficou do lado dos pobres e injustiçados, a partir desse ponto lançou o convite a conversão. Nós somos abençoados ou amaldiçoados, depende da nossa prática. 
Textos bíblicos: Lc 6, 17-26; 11, 27-28; 11,37-54; 12,15-54; 12,15-23; Mc 7,5-13; Mt 5, 1-12; 7,21-23; 23,1-23; 25,31-46.
Coordenação: Vicentinos
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
8h – Visitas as casas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
11h30 – Retorno oração na igreja e reza do terço
12h30 – Almoço
14h – Reunião na igreja: oração pessoal
14h30 às 17h30 – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
17h30 – Confissões
18h – Partilha: Os missionários se reunirão na igreja para partilharem os acontecimentos do dia.
18h30 – Lanche
19h30 – Celebração Eucarística Matriz e Senhora Rainha


Quarta – Feira (24/10) – Dia do amor gratuito, solidário e eficaz
Jesus rezava muito sozinho… por quê? Ele teve muita intimidade com o Pai… e nós? Precisamos de convicções profundas para seguir no caminho do bem. Nesse dia mostrar a beleza e a importância da oração pessoal. 
Textos Bíblicos: Mc 1,35.9,28-29; Mt 6.5-15.26,36-46; Lc 3,21; 4,42; 6,12-16; 9,10.18.28; 10,21-24; Jo 6, 14-15. 17,1-26.
Coordenação: Comunidade Chama
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
8h – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
11h30 – Retorno oração na igreja e reza do terço
12h30 – Almoço
14h – Reunião na igreja: oração pessoal
14h30 às 17h30 – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
17h30 – Confissões
18h – Partilha: Os missionários se reunirão na igreja para partilharem os acontecimentos do dia.
18h30 – Lanche
19h30 – Celebração Eucarística Matriz e Santa Terezinha

Quinta – Feira (25/10) – Dia da oração e meditação pessoalJesus resumiu seus ensinamentos em um mandamento: “Amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês”. Amar é querer bem, reconhecendo valores e respeitando diferenças, é doação sincera. Hoje queremos descobrir as pessoas que viveram esse amor, que defenderam o povo, que deram a vida pelo evangelho. 
Textos Bíblicos: Jo 3, 16-18; 10,1-10; 13,34-35; 15,12-17; Mc 3,1-6; Mt 20,20-28; Lc 10,25-37; 22,14-30.
Coordenação: Apostolado da Oração
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
8h – Visitas as casas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
11h30 – Retorno oração na igreja e reza do terço
12h30 – Almoço
14h – Reunião na igreja: oração pessoal
14h30 às 17h30 – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
18h – Partilha: Os missionários se reunirão na igreja para partilharem os acontecimentos do dia.
18h30 – Lanche
19h30 – Celebração Eucarística Matriz (Adoração)

Sexta-Feira (26/10 – Dia do perdão e da fidelidade ao evangelho“Perdoem e serão perdoados (Lc 6,37) O perdão é uma necessidade, uma família, uma comunidade que não pratica o perdão não tem futuro. Seguir Jesus nos tempos atuais traz consigo conflitos e perseguições, a cruz. Este dia convida a viver o perdão e a assumir as conseqüências da fidelidade ao evangelho. 
Textos bíblicos: Mt 5,23-26.43-48; 18,21-35; Mc 8,31-38; Jo 15,18-21; Lc 22,39-46.
Coordenação: Comissão Missionária
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
8h – Visitas as casas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
11h30 – Retorno oração na igreja e reza do terço
12h30 – Almoço
14h – Reunião na igreja: oração pessoal
14h30 às 17h30 – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
17h30 – Confissões
18h – Partilha: Os missionários se reunirão na igreja para partilharem os acontecimentos do dia.
18h30 – Lanche
19h30 – Celebração Eucarística Beira Mar

Sábado (27/10) – Dia da renovação das promessas do Batismo“Estamos chegando ao fim da Semana Missionária, é tempo de assumir os apelos descobertos. Nesse dia queremos renovar as promessas do batismo e reafirmar o valor da comunidade e nosso compromisso para ela. Também queremos louvar o valor da comunidade e nosso compromisso para ela. Também queremos louvar e rogar a Maria, discípula e missionária. 
Textos bíblicos: Jo 16,12-15; 20,19-23; Lc 3,21-22; Lc 4,14-21; At 1,6-8; 2,1-13; 5,1-6; 13,1-12; Rm 8,1-13; Gl 5,13-26.
Coordenação: Juventude e Catequese.
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
09h30 – Caminhada com jovens e crianças em direção a praia.
13h – Retorno à igreja.
13h – Almoço
19h – Missa (Após a missa Animação Missionária com os jovens)

Domingo (28/10)
19h – Celebração Eucarística – Encerramento
Da Assessoria de Comunicação AOR

Arcebispo apresenta projeto da primeira Fazenda da Esperança

       O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, apresenta hoje pela manhã, terça-feira, 23, o projeto arquitetônico da primeira Fazenda da Esperança a ser construída no território da arquidiocese. Empresários convidados conhecerão o planejamento arquitetônico do centro de tratamento para dependentes químicos, desenvolvido pela arquiteta pernambucana Lília Campelo, que na ocasião detalhará o projeto. O encontro será às 10h, na Cúria Metropolitana, bairro das Graças.
       O objetivo do arcebispo é fechar parcerias com empresários, mas também, com gestores do poder público para a construção da Fazenda da Esperança. A unidade da arquidiocese deverá ter refeitório, capela e três residências. O complexo será construído em um terreno de 30 hectares doado pela prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife. A área fica no bairro da Muribeca, Zona Rural do município.
       Fazenda da Esperança - É como se intitulam as comunidades terapêuticas que abrigam jovens dependentes químicos. O trabalho se dá em diversos campos sociais, mas o principal é direcionado aos que desejam ser livre das drogas ilícitas e do álcool.
       Em Pernambuco existem hoje três Fazendas da Esperança todas no Agreste. Duas (feminina e masculina) que ficam em Garanhuns, e uma de internação masculina em Caruaru. As unidades atendem cerca de 170 jovens.

       Serviço:
       Apresentação do projeto arquitetônico da Fazenda da Esperança
       Data: 23 de outubro
       Horário: 10h
       Local: Cúria Metropolitana da Arquidiocese de Olinda e Recife – Av. Rui Barbosa, 409, Graças

Da Assessoria de Comunicação AOR

Pernambuco grita “Sim à Vida”

       O domingo, 21 de outubro – Dia Nacional de Valorização da Família – amanheceu cinza no Recife, mas foi por pouco tempo. A cor triste durou até a chegada dos “profetas da vida”. Logo cedo eles começaram a tomar a Avenida Boa Viagem, Zona Sul da cidade. O cartão postal da capital pernambucana se rendeu ao colorido da sexta edição da Caminhada Sim à Vida, que este ano ganhou uma dimensão ainda maior com a participação de todas as dioceses da Província Eclesiástica de Olinda e Recife.
       Homens e mulheres, religiosos e leigos de todas as idades juntos por um único objetivo: acordar a sociedade para o ato, urgente, de amor em defesa do direito inalienável à vida, em especial a do ser humano. Nas faixas, nas bandeiras e até mesmo no corpo mensagens e gestos de profetas, que levaram para o mundo o desejo de Cristo: “Que todos tenham vida, e vida em abundância”.

   
   Das 9h às 13h a via foi tomada pela alegria. Acompanhando sete trios elétricos, os participantes alternavam momentos de louvor com instantes de profunda oração. Sobre os veículos cantores como o frei Damião Silva, o missionário da Canção Nova, Dunga; Cristina Amaral, padre João Carlos, Batista Lima e muitos outros conduziam a multidão, formada por pastorais, movimentos, grupos de oração, comunidades católicas. Além da importante presença de irmãos de outras denominações religiosas. Os que insistiram em aproveitar o domingo na praia saíram da areia e acompanharam do calçadão a festa da vida. Nos edifícios, também, acenos e sorrisos saudavam a caminhada.

       Para o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, que caminhou ao lado dos cerca de 180 mil participantes, uma alegria poder realizar novamente a Caminhada Sim à Vida. “A cada edição o evento só cresce. E não é apenas o número de participantes, mas o reflexo da propagação da mensagem de amor que estamos proclamando. Todo ano aumenta a consciência de combatermos como verdadeiros cristãos a cultura de morte”, comemorou.

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       A participação das demais dioceses da província acompanhadas dos seus respectivos bispos deixava ainda mais clara a unidade da Igreja. “Somos inúmeras paróquias, diversas dioceses, entretanto uma só Igreja que luta pela vida em qualquer circunstância”, declarou o bispo da Diocese de Palmares e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Nordeste 2, dom Genival Saraiva.
       No fim do percurso, nada de sentimento de dever cumprido. Na verdade, ficou a cada um presente a incumbência de levar a mensagem do Sim à Vida a todos os lugares. E em 2013, o compromisso de retornar e celebrar a sétima edição do evento.
Da Assessoria de Comunicação AOR

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dom Fernando convoca todos os fiéis para o Sim à Vida!


Bom dia!
Animados para participar da Caminhada Sim à Vida, no próximo domingo, em Boa Viagem?

Temos uma novidade! A presidenta Dilma Rousseff sancionou no dia 16 de maio de 2012 a Lei Nº 12.647, que institui o Dia Nacional de Valorização da Família a ser comemorado, anualmente, no dia 21 de outubro, em todo o território nacional.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, sugerem às arquidioceses promoverem eventos e divulgarem a data.
Na Arquidiocese de Olinda e Recife, o Dia Nacional de Valorização da Família será celebrado com o grito profético, a Caminhada Sim à Vida. Não caminharemos só. Bispos e delegações das dioceses que compõem a Província Eclesiástica de Olinda e Recife estarão presente.
Divulgue e participe!
Mobilize a sua paróquia e caminhemos juntos!

Dom Fernando Saburido
Arcebispo Metropolitano

Campanha Missionária no Dia Mundial das Missões

       Realizada anualmente pelas POM, a Campanha Missionária chama a atenção dos cristãos para o seu compromisso com a missão universal da Igreja.
       Para o diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, a temática desde ano pretende evidenciar o envio de missionários brasileiros aos cinco continentes. “O tema do mês missionário de 2012 evidencia essa realidade pouco conhecida: a presença atuante de missionárias e missionários brasileiros em todos os continentes. Graças a Deus, isso representa uma grande riqueza para a nossa Igreja, mas não podemos achar que é suficiente. Pela sua potencialidade, o Brasil pode ajudar muito mais”, comentou.
       Ainda de acordo com o diretor, o convite a partilhar a fé, proposta no tema da Campanha, “nos recorda que a tarefa missionária continua urgente e sem fronteiras. O Brasil é chamado a assumir com generosidade o lugar que lhe compete nesta Obra de Deus”.
       A Campanha Missionária, desenvolvida todos os anos no mês de outubro, desde 1927, tem o seu ponto alto no Dia Mundial das Missões, celebrado no penúltimo domingo do mês. Para ajudar na reflexão do tema, as Pontifícias Obras Missionárias produzem e enviam a todas as dioceses subsídios como DVDs, cartazes, folhetos dominicais e novenas missionárias com a mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial das Missões. As dioceses, paróquias e comunidades participam da Campanha intensamente no mês missionário.
       O dinheiro arrecadado no Dia Mundial das Missões pela Igreja no Brasil é revertido a um Fundo Mundial de Solidariedade para projetos da Igreja mundo a fora como a sustentação de dioceses, abertura e manutenção de seminários, financiamento de obras sociais, assistência aos missionários em todo o mundo. É realizada no Brasil em nível nacional desde 1972.

sábado, 6 de outubro de 2012

Arquidiocese de Olinda e Recife dá início ao Ano da Fé

      Arquidiocese de Olinda e Recife, em comunhão com a Igreja em todo o mundo, inicia no próximo dia 11 de outubro o Ano da Fé. Nesta data, celebra-se os 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II e os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica. O arcebispo metropolitano preside Santa Missa às 19h, na Sé de Olinda, Região Metropolitana do Recife.
       Dom Fernando Saburido convida você para participar desta celebração!
       O Concílio foi o maior evento da Igreja no século XX. Convocado pelo Papa João XXIII e encerrado pelo seu sucessor Paulo VI, teve a finalidade de inserir mais ainda a Igreja no mundo de hoje. O Catecismo contém a doutrina da nossa fé e foi publicado pelo Papa João Paulo II em 1992. Conhecendo mais a Igreja, o cristão vive melhor a sua fé.

       O QUE? Abertura do Ano da Fé
       ONDE? Catedral Arquidiocesana, no Alto da Sé, s/n, Olinda / PE
       QUANDO? 11 de outubro (quinta-feira) de 2012 às 19h

Da Assessoria de Comunicação AOR

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Paróquia de Candeias inicia Curso sobre o Catecismo da Igreja

A Paróquia Nossa Senhora das Candeias
Iniciou ontem, dia 04 de outubro às 20 horas, com Professor Davi o Curso de "Introdução ao Catecismo da Igreja sob a perspectiva do Ano da Fé!"

OBEJTIVO:
Enquanto que no passado era possivel reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo". O objetivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo". Este curso tem como finalidade fulcral o conhecimento aprofundado das verdades da nossa fé, de modo que que, como dizia São Pedro, estejamos sempre prontos para dar razões de nossa esperança.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. "PORTA FIDEI" - Análise da carta apostólica sob forma de Motu próprio.
2. História da elaboração do CIC / Sistematização : Lex Credenti, Lex Celebranti, Lex Vivendi, Lex Orandi.
3. A porta de fé que se abre pela razão: o homem é capaz de Deus/ provas metafísicas da existência de Deus (Santo Tomás de Aquino).
4. A porta da fé que se abre ao homem pela Renovação: Deus ao encontro do homem; as etapas da Revelação.
5. A resposta do homem de Deus: a obediência pela fé; a resposta do homem a Deus;
6. Transmissão da Revelação divina;
7. Tradição cristã e a Sagrada escritura
8. Magistério ordinário e extraordinário
9. Dogmas de fé; revelações privadas.
10. Fé x Razão - estudo baseado na Fides et Ratio.
Interessados procurar a secretaria paroquial.

Reunião do Vicariato que seria próximo sábado foi CANCELADA


       Aos padres e representantes leigos das paróquias do Vicariato Recife Sul 2:
       Comunicamos aos padres, e representantes leigos das paróquias que fazem o Vicariato Recife Sul 2, que a reunião ordinária do Vicariato, programada para acontecer no próximo sábado, dia 6 de outubro, às 9h no Salão Paroquial da Matriz de N. Sra. da Boa Viagem (Pracinha) FOI CANCELADA.
       O Conselho de Pastoral do Vicariato, reunido na última quarta-feira, decidiu cancelar a reunião depois de avaliar que a mesma ficaria prejudicada tendo em vista ser a véspera das eleições municipais. A reunião deveria ser no segundo sábado, mas havia sido antecipada pois no dia 13 estaremos em meio a um "feriadão" do dia das crianças e da Padroeira do Brasil, o que poderia esvaziar a reunião.
       Contamos com compreensão de todos os sacerdotes, diáconos e leigos comprometidos com a ação pastoral da Igreja e reforçamos a todas as paróquias a importância de participarmos das eleições com fé e cidadania. Ainda lembramos o convite para a participação no próximo dia 21 de outubro, do SIM À VIDA! A partir das 9h em frente ao Castelinho, próximo da Pracinha de Boa Viagem.
      Conselho de Pastoral do Vicariato Recife Sul 2.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dom Petrini divulga mensagem pela Semana Nacional da Vida


       Com o tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos”, a Igreja no Brasil realiza a Semana Nacional da Vida, entre os dias 1º e 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, os Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e dioceses de todo país, desenvolvem atividades em torno do tema, focando sempre na defesa e promoção da vida.
       O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e a Família da CNBB, e bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini, divulgou uma mensagem sobre a Semana Nacional da Vida, onde expressa o valor imensurável da vida humana. “[...] a vida humana é o dom mais precioso que temos entre as mãos, mais precioso do que todas as pérolas do mundo, do que todos os metais preciosos do planeta, do que todas as galáxias. Um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama.”
       Leia a íntegra da mensagem de dom Petrini:

       Semana Nacional da Vida – Outubro 2012

       A semana da vida, proclamada pela CNBB, é uma oportunidade preciosa para recuperar a postura justa diante da vida humana. Diante do rosto suave de uma mulher grávida, ou diante do sorriso satisfeito de uma criança que mama no colo da mãe, ou diante de um homem idoso e enrugado, com os sinais nas mãos e no rosto de anos de trabalho e de sofrimentos, a postura plenamente humana é uma admiração cheia de maravilha e de surpresa.
       É um grande mistério a vida humana! Mistério de beleza, de inquietação que busca respostas, de lutas e de esperanças. Que dramas se desenrolaram nos anos, frutos da liberdade, da faculdade de escolher e decidir, ora orientada para o bem, próprio e de outros, numa positividade capaz de construir, gerar, acolher, amar, doar-se até o sacrifício; ora orientada para ferir e destruir.
       Como é grande o Mistério que está na origem da vida humana! O mesmo que está na origem das estrelas e das flores, dos sorrisos e dos ventos. Mistério de compaixão e de misericórdia, Mistério redentor, que acolhe e perdoa, que cura e salva a quem O reconhece e acolhe.
Por isso, a vida humana é o dom mais precioso que temos entre as mãos, mais precioso do que todas as pérolas do mundo, do que todos os metais preciosos do planeta, do que todas as galáxias . Um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama. Trata-se de um dom inegociável tanto no mercado quanto nos Parlamentos.
       Diante desse dom, cabe abertura da inteligência para acolher e do coração para cuidar, da inteligência para fazer crescer e do coração para amar. Cabe deixar-se comover e provocar, mover a própria humanidade inteira em direção a esse dom, sendo chamado a dar um passo adiante na profundidade do Ser.
       Cabe responder, podemos dizer como Maria: Sim, faça-se em mim segundo a tua vontade. Como Simão Pedro: Sim Senhor, tu sabes que eu te amo! Como Madre Teresa e Irmã Dulce dos pobres: sim Senhor, eis que venho para fazer a tua vontade: amar e servir a vida humana, acolher e cuidar da vida humana ferida, oferecendo a própria para que o abraço do Mistério alcance os que não são abraçados, os não-amados. Sim Senhor, podes contar comigo.
dom João Carlos Petrini bispo de Camaçari (BA)
       Que Semana esta em que reconhecemos a vida humana no seu esplendor e a acolhemos em sua verdade! “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”: é a explosão da beleza e da alegria, da felicidade e da paz, do significado. Tu Senhor estás aqui, contigo abraço essa vida humana para a qual estendeste teu abraço redentor.

       +João Carlos Petrini
       Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a
       Vida e a Família - CNBB

       Qua, 03 de Outubro de 2012 14:51 / por: cnbb

Reunião do Vicariato com Dom Fernando foi cancelada

       Informamos que a reunião programada para acontecer quinta-feira, dia 4 de outubro pela manhã, com o Arcebispo Metropolitano, Dom Fernando Saburido, precisou ser adiada por motivo de agenda.
       Todos os padres e diáconos estavam convocados para este momento com nosso pastor. Ele deseja estar próximo dos Vicariatos e está programando uma série de visitas pastorais.
       Desde segunda-feira todas as secretarias das paróquias foram avisadas para que comunicassem aos respectivos vigários sobre o cancelamento. Pedimos desculpas pois por motivos superiores não conseguimos divulgar aqui em nosso blog o cancelamento da reunião.
       Quando for marcada uma nova data informaremos nas reuniões do Vicariato e aqui em nosso blog.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Arquidiocese promove no próximo dia 21 o VI SIM À VIDA!

       A Arquidiocese de Olinda e Recife, através de sua Comissão Pastoral para Vida e a Família, cujo presidente é o Frei Dennys Nunes Pimentel, OCarm, Adm. Paroquial de N. Sra. de Fátima no Ibura, convoca todos os fiéis para a 6ª caminhada Arquidiocesana Eu digo... Sim à Vida!
       O evento será realizado no próximo dia 21 de outubro, na Praia de Boa Viagem. A saída será do Castelinho, às 9h e o encerramento está previsto para às 13h, no 2º Jardim.
       Este ano, todas as dioceses de Pernambuco participarão da caminhada.
       A caminhada contará com sete trios elétricos. Em cada um deles os sete Vicariatos da Arquidiocese estarão organizados com suas paróquias através de faixas, cartazes, banners.
       A organização do evento está vendendo camisas ao preço de R$ 15,00 (quinze reais) para custear as despesas de organização.        As camisas podem ser adquiridas nas paróquias da Arquidiocese ou na Cúria Metropolitana.

       Participe! Traga sua família!

Desembargador do Distrito Federal fala em defesa da VIDA

       No dia 13 de setembro, a Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma audiência pública para tratar da “Instalação da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, com destaque para o tema no Novo Código Penal Brasileiro”. Na ocasião, o desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, Roberto Casemiro Belinati, deu uma palestra onde manifestou sua opinião sobre o tema.
       Para o jurista – que além de desembargador é também coordenador-geral do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJDFT, e professor universitário de Direito Penal – há a necessidade de supressão e correção de normativos que vão de encontro ao direito à vida, no projeto do novo Código Penal brasileiro.
       Esse movimento, que tem a defesa da vida como principal objetivo, oportuniza o debate e a mobilização da sociedade do Distrito Federal contra as ações que não visualizam o direito à vida humana como o mais importante. Na ocasião, Roberto Casemiro agradeceu ao convite para participar da audiência pública e também agradeceu à Comissão de Bioética da arquidiocese de Brasília pelo convite para representá-la no evento.
       Abaixo, leia a íntegra da explanação do desembargador sobre distintos temas relacionados à reforma do Código Penal.

       Aborto
       Verifica-se que o Projeto do Novo Código Penal reduz ainda mais as penas já tão reduzidas. O aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento, atualmente punido com detenção de um a três anos, passa a ter pena de prisão de seis meses a dois anos (art. 125). O terceiro que provoca aborto com o consentimento da gestante, atualmente punido com reclusão de um a quatro anos, passa a sofrer pena de prisão de seis meses a dois anos (art. 126). Se o aborto for provocado sem o consentimento da gestante, o terceiro é punido com prisão, de quatro a dez anos (art. 127). Curiosamente, ele recebe um aumento de pena de um a dois terços se, “em consequência do aborto ou da tentativa de aborto, resultar má formação do feto sobrevivente” (art. 127,§1º). Esse parágrafo parece ter sido incluído para estimular o aborteiro a fazer abortos “bem feitos”, evitando que, por “descuido”, ele deixe a criança com vida e má formada.
       As maiores mudanças, porém, estão no artigo 128. Ele deixa de começar por “não se pune o aborto” e passa a começar por “não há crime de aborto”. O que hoje são hipóteses de não aplicação da pena (escusas absolutórias) passa a ser hipóteses de exclusão do crime. E a lista é tremendamente alargada. Basta que haja risco à “saúde” (e não apenas à “vida”) da gestante (inciso I), que haja “violação da dignidade sexual” (inciso II), que a criança sofra anomalia grave, incluindo a anencefalia (inciso III) ou simplesmente que haja vontade da gestante de abortar (inciso IV). Neste último inciso o aborto é livre até a décima segunda semana (três meses). Basta que um médico ou psicólogo ateste que a gestante não tem condições “psicológicas” (!) de arcar com a maternidade.

       Razões jurídicas contra o aborto
       A proposta pela liberação do aborto, em qualquer caso, não pode prosperar, pois, em primeiro lugar, ofende a Deus, que fez o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os abençoou dizendo: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). E determinou: “Não matarás.” (Êxodo , 20,13).
       O aborto é o assassinato de um ser humano, é o homicídio de um ser indefeso e inocente.
       O direito à vida é direito fundamental, desde a concepção até a morte natural.
       Cada pessoa é um dom valioso de Deus e é única, insubstituível e irrepetível.
       O direito à vida é o primeiro entre todos os direitos.
       A ciência médica ensina que com doze semanas de gestação o bebê já está bem formado. Todos os sistemas orgânicos funcionam. Ele já respira e urina. O corpinho da criança já está bem evoluído e possui até impressões digitais. Quando sua mãe dorme, o bebê também dorme, mas quando a mãe desce uma escada, ele ouve um ruído forte e acorda. Com doze semanas de gestação, o bebê sente dor e é sensível à luz, ao calor e ao barulho. Eliminá-lo não significa destruir um monte de células sem vida humana, conforme alguns afirmam. Significa sim o assassinato de um ser humano inocente e indefeso.
       Não podemos admitir que os grandes matem os pequenos, os fortes eliminem os fracos e os conscientes destruam os inconscientes. Este preceito deve ser observado em qualquer tempo pelas civilizações inteligentes.
       A Constituição Federal garante a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida.
       Não importa se o nascituro apresenta deficiência física, cerebral, anomalia grave, se vai viver somente por alguns instantes, se vai ser rico ou pobre. Em qualquer circunstância o nascituro tem o direito de nascer e de viver.
       O direito à vida é cláusula pétrea, que não pode ser modificada por emenda constitucional, por lei ordinária e muito menos por um código penal.
       O aborto, além de ofender a Carta Magna, macula o Código Civil Brasileiro, no seu artigo 2º, que proclama que “a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.”
       Antes de nascer, o nascituro já é protegido pelo direito civil, e depois de nascer, será sujeito de direitos e deveres.
       O aborto desrespeita o Estatuto da Criança e do Adolescente, que alerta que “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida”.
       O Estado tem obrigação de oferecer condições para a gestante ter o filho sadio e para que o filho desenvolva-se dignamente. Não tem o direito de oferecer condições para a mãe matar o filho.
       O aborto também ofende a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, o Pacto de São José da Costa Rica, que o Brasil acolheu, e que diz que “toda pessoa tem o direito de que respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.
       O extermínio de seres inocentes e indefesos também viola a Convenção sobre os Direitos da Criança, que o Brasil adotou da Assembléia Geral das Nações Unidas. Ela preceitua que “toda criança tem o direito inerente à vida.”
       Igualmente desrespeita o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que também declara que “o direito à vida é inerente à pessoa humana. Este direito deverá ser protegido por lei. Ninguém poderá ser arbitrariamente privado de sua vida.”
       Ora, defender a vida humana não é questão meramente religiosa, como alguns afirmam. Defender a vida humana é respeitar a Deus, é respeitar o semelhante, é observar o direito brasileiro, o direito internacional, é, acima de tudo, amar.
       Além do aspecto jurídico, nenhuma razão social pode justificar a prática do aborto, sendo inaceitável a alegação de que o aborto é necessário para controlar a natalidade, para combater a pobreza, para combater a fome, para combater o desemprego, para melhorar a raça, para solucionar conflito decorrente de infidelidade conjugal, para resolver gravidez não desejada ou para não permitir o nascimento de pessoa com deficiência. Todos esses argumentos são absurdos!
       Infeliz ainda é a alegação de que a mulher é dona de seu corpo e deve ter liberdade para decidir sobre a continuidade ou não da gravidez. Ora, a mulher é uma pessoa e o feto é outra. Ela tem o dom sagrado de gerar o filho, mas não tem o direito de matá-lo.
       Esse argumento é falso, não é verdadeiro!
Também não é correta a alegação de que a liberação do aborto no Brasil reduziria a taxa de mortalidade materna, diminuiria o número de abortos e proporcionaria grande economia para os cofres públicos. Se na clandestinidade são praticados milhares de abortos, provavelmente mais de um milhão por ano, imagine o que aconteceria após a liberação?
       A liberação do aborto só iria favorecer a “indústria do aborto” e seria um prêmio para aqueles que desejam se enriquecer, ganhar muito dinheiro com o assassinato de seres inocentes e indefesos.
Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, paga-se de 100 a 1.200 dólares por um aborto. Imagine uma clínica realizando de 10 a 20 abortos por dia, quanto lucraria com o hediondo crime!
       O Congresso Nacional deve tomar o máximo de cuidado para não ser iludido por aqueles que representam os interesses do poder econômico e desejam fazer fortuna com a liberação do aborto.

       Eutanásia e ortotanásia
       Outro dispositivo que precisa ser excluído do Projeto do Novo Código Penal refere-se à concessão de perdão judicial a quem pratica eutanásia em pessoa da família ou em alguém com quem se mantém estreitos laços de afeição, conforme está expresso no § 1º do artigo 122.
       A extinção da punibilidade neste caso poderia estimular a prática da eutanásia, sobretudo para fins egoísticos, para favorecer, por exemplo, a abertura de inventário, para adiantar o pagamento de pensão, o recebimento dos bens do falecido, para fazer cessar o cansaço físico do responsável pelos cuidados do doente, enfim condutas absolutamente inaceitáveis e reprováveis.
       Por essa razão não pode o Estado tolerar a eutanásia, pois, em sentido contrário, milhares de doentes correrão o risco de serem assassinados por pessoas da própria família, sob a falsa alegação de compaixão ou piedade.
       A pessoa gravemente doente normalmente não tem condições físicas nem psicológicas para decidir sobre o seu próprio destino, daí ser inaceitável a alegação de que o ato foi praticado para atender a seu pedido, para abreviar-lhe o sofrimento.
       Deixar de punir com prisão aquele que mata, seja por piedade ou compaixão, é violentar a Constituição Federal brasileira.
       Também não pode o Estado deixar de punir com prisão aquele que pratica a ortotanásia, isto é, a ação daquele que deixa de oferecer tratamento ao doente, em estado irreversível, para não prolongar a sua vida, segundo o disposto no § 2º do referido artigo 122.
       Ora, ninguém tem o direito de suprimir a vida a não ser Deus.

       Infanticídio indígena
       Há tribos indígenas que costumam matar recém-nascidos quando estes, por algum motivo, são considerados uma maldição. De acordo com o projeto, tais crianças ficam sem proteção penal, desde que se comprove que o índio agiu “de acordo com os costumes, crenças e tradições de seu povo” (art. 36). Isto precisa ser revisto e modificado para não se permitir o extermínio de recém-nascidos indígenas.

       Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio
       Também é necessária a exclusão dos §§ 1º e 2º do artigo 123 do Projeto do Novo Código Penal, que autorizam a concessão de perdão judicial no caso de eutanásia ou ortotanásia no auxílio a suicídio.

       No cenário internacional
       Por essas razões, a prática da eutanásia é rejeitada na maioria dos países do mundo, sendo pouquíssimos os que a aceitam, como a Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Na Suíça, por exemplo, admite-se o chamado “suicídio assistido”, que se diferencia da eutanásia porque nesta o agente é responsável pelo procedimento que abrevia a vida do paciente, enquanto naquela o agente apenas fornece os meios necessários para que o paciente tire a própria vida, o que tem gerado inclusive o chamado “turismo da morte”, em que pessoas se deslocam à Suíça para se submeterem a essa prática. Não se pode admitir que aconteça o mesmo no Brasil.

       Terrorismo e invasão de terras
       O terrorismo é criminalizado (art. 239). Mas as condutas descritas (sequestrar, incendiar, saquear, depredar, explodir...) deixam de constituir crime de terrorismo se “movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios” (art. 239, §7º). Os invasores de terra são favorecidos, uma vez que “a simples inversão da posse do bem não caracteriza, por si só, a consumação do delito” (art. 24, parágrafo único).

       Descriminalização do uso de droga
       Outra proposta que deve ser excluída do Projeto do Novo Código Penal refere-se à descriminalização do porte ou plantio de drogas para uso próprio, prevista nos §§ 2º, 3º e 4º do artigo 212, assim redigidos:
       § 2º Não há crime se o agente:
       I – adquire, guarda, tem em depósito, transporta ou traz consigo drogas para consumo pessoal;
       II – semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de drogas para consumo pessoal.
       § 3º Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, à conduta, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, bem como às circunstâncias sociais e pessoais do agente.
       § 4º Salvo prova em contrário, presume-se a destinação da droga para uso pessoal quando a quantidade apreendida for suficiente para o consumo médio individual por cinco dias, conforme definido pela autoridade administrativa de saúde.
       A liberação do consumo de drogas traria conseqüências ainda mais nefastas, pois é sabido que a droga aniquila o usuário, faz sofrer a sua família e causa enormes danos e prejuízos a sociedade.
Seria ingênuo pensar que a descriminalização não aumentaria o consumo e o tráfico. Há poucos dias, a imprensa divulgou estatística informando que o Brasil já é o segundo maior consumidor de drogas do mundo. Imagine o que aconteceria se a droga fosse amplamente liberada!
       O problema é de saúde pública e de segurança pública, porque o consumo e o tráfico são os maiores responsáveis pelo aumento da violência e da criminalidade.
       O Estado tem obrigação de implantar políticas públicas para combater o tráfico e o consumo de substâncias entorpecentes, e jamais criar condições para a sua legalização.

       Prostituição infantil
       Atualmente comete estupro de vulnerável quem pratica conjunção carnal com menor de 14 anos (art. 217-A, CP). O projeto baixa a idade: só considera vulnerável a pessoa que tenha “até doze anos”. Isso vale para o estupro de vulnerável (art. 186), manipulação ou introdução de objetos em vulnerável (art. 187) e molestamento sexual de vulnerável (art. 188).
       Deixa de ser crime manter casa de prostituição (art. 229, CP) ou tirar proveito da prostituição alheia (art. 230, CP). Quanto ao favorecimento da prostituição ou da exploração sexual de vulnerável, a redação é ainda mais assustadora: só será crime se a vítima for “menor de doze anos” (art. 189). Deixa de ser crime, portanto, a exploração sexual de crianças a partir de doze anos. Isto precisa ser modificado.

       Disparidade na aplicação das penas
       Segundo a linha ideológica do PLS 236/2012, o ser humano vale menos que os animais. A omissão de socorro a uma pessoa (art. 132) é punida com prisão, de um a seis meses, ou multa. A omissão de socorro a um animal (art. 394) é punida com prisão, de um a quatro anos. Conduzir um veículo sem habilitação, pondo em risco a segurança de pessoas (art. 204) é conduta punida com prisão, de um a dois anos. Transportar um animal em condições inadequadas, pondo em risco sua saúde ou integridade física (art. 392), é conduta punida com prisão, de um a quatro anos.
       Os ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre não podem ser vendidos, adquiridos, transportados nem guardados, sob pena de prisão, de dois a quatro anos (art. 388, §1º, III). Os embriões humanos, porém, podem ser comercializados, submetidos à engenharia genética ou clonados sem qualquer sanção penal, uma vez que ficam revogados (art. 544) os artigos 24 a 29 de Lei de Biossegurança (Lei 11.101/2005).
       Mais um exemplo na disparidade na aplicação das penas: matar ou caçar algum animal silvestre sem permissão da autoridade competente será punido com dois a quatro anos de prisão. A pena poderá chegar a 12 anos se o crime for praticado com exercício de caça profissional, segundo o artigo 388. No entanto, matar um ser humano indefeso ou inocente, no ventre da mãe, pelo aborto, disposto nos artigos 125 e 126, a pena de prisão será de seis meses a dois anos.
Essa disparidade precisa ser corrigida, pois a vida humana é o maior bem que Deus concedeu aos homens e merece maior proteção por parte do Estado, com punições mais severas para aqueles que a ofendem.
        A pena legalmente cominada indica a importância que a ordem jurídica atribui ao preceito e ao bem jurídico tutelado, e quanto maior a importância do valor jurídico violado, maior deve ser a pena cominada ao crime.

       Pena máxima de 40 anos
       Outra parte do Projeto do Novo Código Penal que precisa ser modificada refere-se ao aumento do limite máximo de trinta para quarenta anos de prisão, no caso de unificação da pena, sobrevindo condenação por fato posterior, conforme está expresso no § 2º do artigo 91.
       Obrigar o condenado a cumprir até 40 anos de prisão é estabelecer prisão perpétua, é decretar a pena de morte progressiva, em flagrante desrespeito ao direito constitucional da dignidade humana.
Raríssimos presos conseguem suportar no cárcere o limite máximo de 30 anos, previsto na legislação em vigor. Imagine aumentar esse prazo para 40 anos!
       Não se está defendo a impunidade daqueles que cometem crimes quando já encarcerados, mas é a oportunidade para reclamar a adoção de políticas públicas mais eficientes que combatam a criminalidade e auxiliem com mais resultados a reeducação dos condenados. A simples majoração das penas tem sido insuficiente para esse fim.

       Conclusão
       A sociedade brasileira está ansiosa pela reforma do Código Penal Brasileiro, que data de 1940 e está em vigor desde 1942, com inúmeras modificações.
       Mas espera uma reforma profunda, bem estudada, bem discutida, sem pressa e sem vaidade.
       Aguarda, sobretudo, uma reforma sem aberrações, uma reforma verdadeira, que reconheça o direito à vida humana como o maior dentre todos os demais direitos.
       Confiamos que a Frente Parlamentar em Defesa da Vida, instalada neste egrégio Parlamento, estará em permanente vigília, com o apoio da sociedade do Distrito Federal, para defender o respeito e a preservação da vida humana.
       Que Deus abençoe a todos!

       Muito Obrigado.
       Desembargador Roberval Casemiro Belinati

Dom Leonardo Steiner trata da Semana Nacional da Vida

      A primeira semana do mês de outubro será marcada por inúmeras discussões em defesa da vida. Instituída, em 2005, pela 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Semana Nacional da Vida acontecerá entre os dias 1º e 7 de outubro, e trabalhará o tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos”. A semana termina com o "Dia do Nascituro" comemorado no dia 8 de outubro para homenagear o novo ser humano, a criança que ainda vive dentro da barriga da mãe.

       Em entrevista, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, aborda diversas questões ligadas à Semana Nacional da Vida. Leia a íntegra da entrevista:

       - A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família lançou o subsídio “Hora da Vida”. Como ele colabora com os temas de discussão da Semana Nacional da Vida?

       O subsídio “Hora da Vida” é composto por roteiros de encontros temáticos que podem ser organizados nas diferentes comunidades das nossas Igrejas particulares. Há muitos temas indicados para serem abordados durante esta semana, e, em função da realidade local, outros podem ser acrescentados. Os temas contidos no subsídio são sugestões de conteúdo a ser refletido, discutido, aprofundado e, também, concretizado em possíveis ações pastorais e sociais. De forma simples e deixando o espaço para a criatividade, o subsídio aborda a questão da ameaça à vida no seio materno, da sua manipulação em laboratório; propõe uma reflexão sobre as situações de risco, como a violência no trânsito e a ingestão de drogas; questiona-nos sobre o que é de fato ter vida digna, vida plena; motiva-nos para o cuidado com a vida frágil, do seu início até o seu fim natural. Tudo como expressão do amor e do cuidado amoroso.

       - Que tipos de discussões o tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos” trará para a Semana Nacional da Vida?
       O tema da saúde faz o vínculo com a Campanha da Fraternidade deste ano, cujo título foi “Fraternidade e saúde pública”. Isso nos interpela a trabalhar para que todos os brasileiros possam ter acesso à saúde, não só como um valor em si mesmo, mas porque manifesta a dignidade de vida de cada pessoa, em qualquer fase ou condição social. Muito se fala hoje dos direitos de cada pessoa e, por vezes, esquece-se dos deveres de cada um. Quando se trata do respeito, da promoção e da defesa da vida, os direitos devem ser cobrados, mas os deveres também devem ser assumidos por todos.

       - A Semana Nacional da Vida responde aos apelos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadoras da Igreja no Brasil (DGAE)?
       Uma das cinco urgências da ação evangelizadora no Brasil, traçadas pelos bispos do Brasil para 2011-2015, é a “Igreja ao serviço da vida plena para todos”. A Semana Nacional da Vida retoma várias situações de ameaça à vida, que são descritas nesta quinta urgência e que já foram apontadas acima, e se insere nesta vasta missão da Igreja que também se desdobra no campo da promoção da vida humana, sobretudo das mais frágeis e indefesas e outras.

       - Sobre a urgência nas questões de promoção da vida (quinta urgência), que ações efetivas poderão ser tomadas a partir da Semana Nacional da Vida?
       “A partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo”, como afirma o objetivo geral da ação evangelizadora no Brasil, o discípulo-missionário terá condições de identificar as situações que denigrem a vida, quer seja em âmbito local quer em âmbito nacional, para assim agir em consequência. A Igreja muito tem feito e muito realiza para promover a vida. Basta pensarmos nas inúmeras iniciativas que surgem das ações pastorais em favor da família, da criança, do adolescente, da AIDS, da sobriedade, do idoso, da saúde, do povo de rua, da terra, da moradia etc. A Semana Nacional da Vida pode, por um lado, contribuir para fomentar uma boa formação intraeclesial dos leigos e pastores, a fim de se formular um juízo moral adequado sobre as propostas da ciência e sua aplicação; e, por outro, estimular uma maior participação social, incentivando os leigos a se fazerem presentes nos diversos conselhos de participação popular (conselho municipal da saúde, da mulher, da educação, por exemplo) ou a se comprometerem através da própria profissão para uma maior distribuição dos recursos humanos e materiais para a saúde e um cuidado materno pela vida em nosso país.

       - Quais os principais aspectos sobre a reforma do Código Penal que serão tratados durante a Semana Nacional da Vida? E qual a importância de se trazer essa discussão à tona?
       No Anteprojeto de reforma do Código Penal brasileiro, há muitos pontos que merecem ser amplamente debatidos e outros que devem ser simplesmente excluídos, haja vista o seu teor extremamente polêmico e contrário a princípios éticos. A Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro são ocasião para que toda a Igreja continue afirmando sua posição favorável à vida desde o seio materno até o seu fim natural, bem como a dignidade da mulher e a proteção das crianças etc. Isso pode suscitar uma reflexão necessária por parte da sociedade e por parte dos senadores e senadoras responsáveis em avaliar e aprovar o anteprojeto no Senado Federal.

       - Que mensagem deixaria para as comunidades católicas?
       A família é uma bênção, pois é o lugar onde cada um, cada uma de nós veio à luz e onde iniciamos os primeiros e mais profundos laços de nossa existência. Na família começamos o caminho da fé que nos possibilita participarmos de uma Comunidade-igreja, e nos leva ao encontro dos irmãos e irmãs; É o Evangelho que nos abre o caminho para nos abrirmos à graça de Jesus em todos os momentos de nossa vida. A Semana Nacional da Vida nos leve à admiração e ao cuidado pela vida! Ela nos ajude a criarmos grupos de famílias que assumam a grande vocação de ser promotores da vida.