terça-feira, 22 de maio de 2012

II Jornada Arquidiocesana da Juventude Revivendo o Bote Fé Recife acontecerá na Igreja do Colégio Nóbrega

PROGRAMAÇÃO - 27/5/2012 Domingo de Pentecoste

9h: Acolhida
9h30: Momento Mariano
10h30: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl 4, 4) - Prof. Ms Aerton Carvalho
11h: Apresentação artística
11h20: Semana Missionária e Bote Fé na Vida
11h30: Adoração Eucarística 
12h15: Intervalo para almoço
13h15: Concentração - no Santuário de Fátima
13h30: Caminhada saindo do Santuário rumo ao Pátio do Carmo levando a réplica da Cruz da JMJ e o Estandarte BFR.
14h30: Chegada no Pátio do Carmo e integração à programação de Pentecostes da AOR.

Jornada Arquidiocesana da Juventude
Quando: 27 de maio de 2012, domingo
Onde: Santuário de Fátima, antigo Colégio Nóbrega - Rua do Príncipe (antigo Colégio Nóbrega, em frente à Universidade Católica de Pernambuco)
Horário: 9h às 13h
Informações: juventudeaor@gmail.com
http://juventudeaor.blogspot.com.br/p/jornada-arquidiocesana-da-juventude.html

Primeira Reunião Ordinária do Vicariato Recife Sul 2

Pe. Josenildo Tavares proferindo palestra na reunião
Aconteceu no último dia 12 de maio no Salão Paroquial da Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem e teve início às 9h00 com a recitação da Hora Média do Breviário, conduzida pelo Vigário Episcopal Mons. Paulo Vieira Leite.
Em seguida o Pe. Josenildo Tavares, Coordenador de Pastoral Arquidiocesano, apresentou algumas reflexões sobre a dimensão missionária do Vicariato e das Paróquias. E levou os presentes a repensar a atividade pastoral à luz do Concílio Vaticano II.
Na terceira parte da reunião foi feita a distribuição de um questionário para levantamento de dados e das realidades pastorais de cada paróquia.
Ao final foram feitas comunicações sobre eventos e atividades das paróquias, Vicariato e Arquidiocese.

Celebração de Pentecostes acontecerá no Pátio do Carmo

A Arquidiocese de Olinda e Recife comunica que o evento Pentecoste, que está programado para o próximo dia 27 de maio acontecerá no Pátio do Carmo, no Centro do Recife e não no Parque 13 de maio, como havia sido divulgado amplamente entre as paróquias.
O Encontro terá início às 8h com o Bote Fé Recife, voltado para a juventude da Arquidiocese e vai até as 13h. A partir das 14h teremos shows com cantores e bandas católicas, além de padres cantores como Fr. Damião.
O momento mais importante do dia será a celebração eucarística de Pentecostes, presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Antônio Fernando Saburido. A concelebração começa as 17h e contará com a participação de todos os sacerdotes da Arquidiocese.
Vem Espírito Santo renovar a face da terra!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Discurso proferido pelo Vigário Episcopal Pe. Paulo Sergio, na posse dia 11/04/2012, que segue na íntegra:

“E este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)

Mons. Paulo Sergio Vieira Leite
Querido Dom. Fernando, diletos irmãos no sacerdócio, meus caríssimos irmãos e irmãs,
A liturgia da Igreja envolta na sua oitava de Páscoa permite-nos com tanta pontualidade e verdade, comunicar aos nossos corações que este dia sem ocaso e sem fim, é um fato, e disso também nós hoje, somos testemunhas.
A igreja reunida em torno de seu bispo, cabeça da Igreja, os presbíteros, os diáconos e os fiéis leigos, numa harmonia que só a liturgia pode realizar e profetizar revela nossa mais elementar condição de povo da nova aliança, salvo e redimido pelo sangue do cordeiro imolado.
A nossa querida, corajosa, profética e comprometida Igreja de Olinda e Recife, vivencia nesta noite a criação de mais dois vicariatos cujos principais objetivos são de promover uma evangelização mais eficaz, ágil e adequada às exigências e demandas dos desafios pastorais, que permeiam o nosso contexto de extrema pobreza, acentuadas desigualdades sociais, e sobretudo, de grande confusão religiosa, e por que não constatar com o santo padre, um expressivo analfabetismo religioso, ineludivelmente considerado como causa do afastamento à única Igreja de Cristo, e por conseguinte, a evasão de massas significativas de batizados para outros grupos religiosos.
Na iminência de celebrarmos os cinquenta anos do Concilio Vaticano II, na perspectiva de uma hermenêutica da continuidade e não de ruptura com os concílios anteriores, como bem lembrara o Bento XVI, nos vemos agora, Pe. Miguel e Eu, com a responsabilidade -  e não pouca -  de procurarmos ser instrumentos para que as aspirações conciliares propaladas sejam, de fato, assimiladas na sua integralidade por nós, presbíteros, colaboradores da ordem episcopal e por todo povo de Deus.
Ademais, a participação dos fiéis leigos no plano pastoral e missionário de nossa arquidiocese é indispensável. Dom Álvaro Del Portillo, um dos grandes consultores do Concílio pontuava: “ Quando se fala da missão da Igreja, corre-se o risco de pensar que   se trata dos que falam do altar. Mas a missão  que Cristo entrega aos seus discípulos tem de ser realizada por todos os que constituem a Igreja. Todos têm, cada um de acordo com a sua condição, de cooperar de modo unânime na tarefa comum (2).  ”A vocação cristã – precisa o Concilio Vaticano II – é, pela sua própria natureza, vocação ao apostolado (...).
A dimensão apostólica da vocação cristã esteve sempre presente na vida da Igreja; mas houve um longo período em que a realização dessa missão salvadora parecia estar reservada a uns poucos cristãos;  o resto, os outros, eram apenas sujeitos passivos dessa missão. O Concílio Vaticano II procurou neste campo um retorno aos princípios, sublinhando a universalidade  da chamada ao apostolado, que conclui não só uma possibilidade entre outras, mas um autentico dever:” Foi  imposta, portanto, a todos os fiéis a gloriosa tarefa de se esforçarem para que a mensagem divina seja conhecida e aceita por todos os homens de qualquer lugar da terra”. A missão especifica dos leigos – conclui Dom Álvaro -  fica  assim descrita: trata-se de levar a mensagem de Cristo a todas as realidades terrenas -  a família, a profissão, as atividades sociais... – e, com a ajuda da graça, convertê-las em ocasião de encontro de Deus com os homens.
Portanto, agradeço a confiança e acolho com espírito apostólico, Dom Fernando, a sua decisão  e a dos demais membros que compõem o colegiado de nossa arquidiocese, de contar com a minha humilde colaboração nos enfrentamentos que são próprios da evangelização e por não dizer que estão sempre em evidencias em nossa conjuntura social, política e eclesial.
Eis-me aqui! Estou pronto para trabalhar, embora cônscio das minhas limitações e fragilidades, por isso, peço a compreensão e a colaboração dos irmãos presbíteros, assim como dos fiéis leigos, pois de minha parte, proponho empenhar-me para agir com discrição, paciência, humildade e sabedoria, para que seja possível a construção de um vicariato em profunda sintonia com as urgências de nossa igreja: em estado permanente de missão, como casa de iniciação  à vida cristã, como lugar de animação bíblica da vida e  da pastoral, como comunidades de comunidades e precipuamente o serviço à vida, e vida plena como nos veio trazer Jesus, compromisso inegociável!
A o terminar, digo ao Senhor como os discípulos de Emaús >: Fica conosco, porque já é tarde e o dia declinou. Fica conosco, Senhor, porque, sem Ti, tudo é escuridão e a nossa vida carece de sentido. Sem Ti, andamos desorientados e perdidos. E contigo, tufo tem um sentido novo;  até a própria morte é uma realidade radicalmente diferente. E  ainda, como disse certa vez o santo do ordinário: “ Fica conosco, porque escureceu...” Foi eficaz a oração de Cléofas e do seu companheiro. – Que  pena se tu e eu não soubéssemos “deter” Jesus que passa! Que dor,se não lhe pedimos que fique!

Mensagem do PAPA para o Dia mundial das Comunicações

      No último domingo, Solenidade da Ascensão do Senhor, o Papa Bento XVI dirigiu a 46ª mensagem por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais. Segue na íntegra:
Bento XVI no momento que divulgou sua mensagem
para o Dia Mundial das Comunicações
       Silêncio e palavra: caminho de evangelização
     
       Amados irmãos e irmãs, ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
       O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
        Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
        No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).
        Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort.  ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
        Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
        Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.
        Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

        Vaticano, 20 de maio de 2012.

       BENEDICTUS PP XVI